Se você leu o artigo “Rota Capitão Senra: estrada, natureza e arte”, já sabe o espírito do caminho: sair de São Sebastião das Águas Claras (Macacos) e seguir por um roteiro que costura Casa Branca, Piedade do Paraopeba, Aranha e Brumadinho, com paisagens, gastronomia e encontros pelo caminho — em cerca de 140 km de possibilidades.

Neste texto, a continuação é um convite para fazer a “Rota Capitão Senra – edição ateliês”: um trajeto alternativo, mais manso (e mais criativo), pensando em parar, conversar, ver processos e levar arte pra casa. A ideia nasce do próprio ponto que o Teatro Navegante destaca: a arte não está só no destino final, ela está “ao longo de toda a rota”, nos ateliês, artesanatos e também no espaço do Teatro Navegante de Marionetes em Macacos.


1) Comece em Macacos: a foto obrigatória na vitrine do Teatro Navegante

Antes de cair na estrada, faça um ritual simples (e divertido): passe no Ateliê/Teatro Navegante, em Macacos, e tire uma foto na vitrine, aquela imagem que já vira lembrança do fim de semana.

📍 Ateliê Teatro Navegante – Bonecos de Catin Nardi (Macacos / Nova Lima)

Dica de rota: se a Rodovia AMG-160 (Rodovia Capitão Senra) é o “marco oficial” do começo simbólico do caminho, aqui ela vira também marco artistico: você sai da vitrine com a cabeça já em modo “viagem com arte”.


2) Casa Branca: garimpo de peças e encontros com a produção local

Saindo de Macacos em direção a Brumadinho, uma parada deliciosa (no sentido amplo da palavra) é Casa Branca: lugar de desacelerar, olhar com calma e encontrar trabalhos autorais.

Parada A — SMM Artes (biojoias e criação com elementos da natureza)

📍 SMM Artes — Rua das Quaresmeiras, 28 (Casa Branca / Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Parada B — Barracão Antiguidades e Arte (arte, restauração e clima de achado)

📍 Barracão Antiguidades e Arte — Rua Canela de Ema, 20 (Casa Branca / Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Parada C — Café Dantas – Artes da Roça (artesanato + produtos da roça)

📍 Café Dantas – Artes da Roça — Av. Casa Branca, 60 (Casa Branca / Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Aqui a proposta é simples: menos pressa, mais conversa. Pergunte sobre materiais, processos, histórias. É o tipo de parada que muda a energia do resto do trajeto.


3) Encosta da Serra da Moeda: um “circuito” de cerâmica para ver de perto

Agora a rota fica com cara de atelier-hopping (um pulo de ateliê em ateliê), com paradas bem próximas — perfeitas para montar seu próprio ritmo.

Parada D — Ateliê Eny Amorim (cerâmica + pôr do sol)

📍 Ateliê Eny Amorim — Av. Nair Martins Drumond, 1000 – Retiro do Chalé (Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Parada E — Nãnart (loja de decoração + ateliê de cerâmica)

📍 Nãnart — Rua José Afonso da Silva, 83 (Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Parada F — Ateliê Erli Fantini (cerâmica; tradição e pesquisa)

📍 Ateliê Erli Fantini — Rua 2, 345 – Palhano (Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Parada G — Ateliê Cerâmica Raiz (vivências e processo completo)

📍 Ateliê Cerâmica Raiz — Rua Beira Serra, s/n – Suzana (Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)

Se você está montando a “Rota Artística do Capitão Senra”, essa sequência é o coração do roteiro: a estrada vira ponte entre processos — e cada parada revela um jeito diferente de transformar terra, fogo e tempo em objeto.


4) Piedade do Paraopeba: cerâmica com natureza em volta

Pra fechar o lado “quatro elementos” da viagem, Piedade do Paraopeba entrega aquele encontro que parece roteiro de filme: ateliê + paisagem.

Parada H — Saracura 3 Potes (cerâmica inspirada na flora e vivência)

📍 Saracura 3 Potes — Rua do Pau D’Óleo, 503 – Piedade do Paraopeba (Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)


5) Bônus opcional: bordados autorais na Serra da Moeda

Se você quiser variar a linguagem (e levar um pedaço do caminho em tecido), encaixe mais uma parada artesanal:

📍 Associação das Bordadeiras da Serra da Moeda — Rua Francisco dos Santos, 102 – Espaço Vila Verde – Córrego Ferreira (Brumadinho) (mapa.turismobrumadinho.com)


6) Final clássico (se der tempo): Inhotim como “ponto de celebração”

O artigo do Teatro Navegante lembra que a rota desemboca em Brumadinho, onde está o Instituto Inhotim. (Teatro Navegante)
Se o seu fim de semana pedir um grand finale, ele faz sentido: o próprio Inhotim se define como museu a céu aberto que integra arte e natureza, com acervos artísticos e botânicos em um mesmo espaço. (Inhotim)


Como usar este roteiro na prática

  • Viagem de um dia: Macacos (foto na vitrine) → Casa Branca (2 paradas) → Encosta da Serra da Moeda (2 paradas) → volta.
  • Fim de semana: Dia 1 (Macacos + Casa Branca) / Dia 2 (Encosta + Piedade + bônus + Inhotim, se quiser).

E o combinado principal: poste sua foto na vitrine do Teatro Navegante em Macacos e deixe que ela seja o “marco inicial” da sua Rota Capitão Senra pessoal — aquela em que a estrada não é só caminho, é também galeria em movimento.